RELEITURA DA CHAPEUZINHO VERMELHO: Quando o tempo ficou cinza.
Tempos depois a Chapeuzinho,
enfim virara mulher e contrariando a sua vó que queria que ela fosse médica,
insistiu e se formou em professora de história, o que ela não imaginava é que
logo nos primeiros anos de sua carreira docente iria sofrer com ataques e
perseguições de um lobo que a pouco havia se tornado o governador de seu estado
o sr. Caosmilo.
Mas a Chapeuzinho havia se
tornado uma mulher de fibra e bastante politizada, com isso, tinha clareza que
só na luta ela poderia “esperar com esperança” que o senhor lobo Caosmilo
voltasse atrás com seus desmandos e perseguições. Entretanto em alguns momentos
ela sentia-se fragilizada diante de tanta prepotência do tal lobo e por muitas
vezes ela cantava um refrão de uma música que dizia assim “vejo o sol dessa
manhã tão cinza...”
- Ah meu Deus será que o tempo
fechou para nós educadoras e educadores, vejo o tempo tão cinzento, tão
fechado, logo nós, logo eu que resolvi abraçar com tanto empenho essa profissão
tão nobre.
-
Vovó, vovó, gritou a Chapeuzinho.
-
Estou aqui na cozinha minha netinha, respondeu sua vó.
-
Vovó, ando tão triste e preocupada mal comecei minha carreira docente e já
estou enfrentando uma greve atrás da outra, tudo porque o sr. Lobo se tornou
governador e nem se preocupa com a educação, prometeu que tudo seria diferente,
conseguiu enganar tanta gente até eu votei nele.
-
Ora, Chapeuzinho, você padece por não me ouvir e não ouvir a sua mãe nós sempre
dissemos a você não acredite em mentiras confortáveis, disse a você, professora
não é valorizada como deveria em nosso país, mas você, né, sempre teimosa!
- Quer
saber, vó, a senhora tem razão em parte, não deveria ter acreditado naquele
lobo mentiroso, mas o valor da educação cabe a cada um de nós fazer valer e eu
lutarei sempre, seja na sala de aula, seja nas ruas em greves e manifestações
ou no judiciário quando for o caso, o fato é que parafraseando o Luther King talvez não conquistemos o melhor, mas
estamos lutando para que o melhor seja feito. Ainda não somos valorizados como
deveríamos ser, nós não somos ainda, o que iremos ser. Mas, graças a Deus e a
nossa luta, NÃO SOMOS MAIS O QUE ÉRAMOS.
- Luther quem? minha neta!
- Deixa pra lá, vovó!
Autoria:
Ananin-tucuju, o filósofo da vida!
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