domingo, 29 de abril de 2012

A REVOLUÇÃO DO MAGISTÉRIO II !


TEMPOS PÓS-MODERNOS E A REVOLUÇÃO DO MAGISTÉRIO: Aos legalistas, populistas e pelegos o nosso repúdio, pois, o que não há, certamente, é neutralidade nos posicionamentos.
“É preciso uma decisão consciente, muita mística, muita garra. Para estabelecer uma Pedagogia de Direitos, numa Sociedade de Conflitos, onde SÓ NA LUTA se espera com esperança”.
                                                                    
                                                         Paulo Freire
               
               A realidade pela qual passamos atualmente em nosso Estado, no que concerne a mais uma greve histórica da educação, que desta vez, tem como condição precípua a luta em defesa do PISO NACIONAL, nos remete a muitas observações, reflexões e, principalmente, precisamos estar atentos e atentas nas identificações de posicionamentos que tentam frear o nosso movimento legítimo, pelo simples entendimento nacionalista, legalista e populista que o “pobre Governo do Amapá” não tem condições de avançar mais nada em sua proposta financeira. Discursos esses que propagam incentivos irresponsáveis para que se aceite a proposta muito rebaixada do governo trocando e/ou invertendo deveres e direitos e, consequentemente, indo contra aos interesses da classe trabalhadora.
               Ora companheiros e companheiras nunca podemos cair nessa lógica de permutar deveres e direitos. DIREITOS CONQUISTADOS SÃO PARA SEREM DEFENDIDOS. E a obrigação de pagar o piso é do Governo, então ele que se organize para cumprir com a lei do PISO NACIONAL DA EDUCAÇÃO, pois ele também É LEI, podem acreditar minoria que ainda não percebeu, ou que se encontra incrédula. Pois, como reafirma a letra do Marabaixo do companheiro Ricardo “Dinheiro tem o que falta é gestão”.
               Deste modo, educadores do Amapá, a questão é que ao nos calarmos com as minguadas propostas do Governo estamos comungando da prática histórica de desvalorização da educação pública no Brasil e em nosso Estado, pois, tal prática é que aclara e justifica a falta de recursos suficientes para a nossa merecida e, há muito desejada, valorização.  Da mesma forma que seguramente não podemos cair também em uma lógica intransigente de resistência. E isto, os pelegos podem ficar certos, que nunca foi e não é característica dos educadores e das educadoras desse Estado e do SINSEPEAP.
               Fundamentalmente, o que precisamos na apresentação de alternativas para a resolução, não só dessa greve, mas de qualquer outro momento de reinvindicação de nossa categoria é que as mesmas sempre estejam sob a lógica da classe trabalhadora, e nunca sobre, assim como, qualquer lei sempre deve ou deveria, por uma condição humana, estar sob os direitos dos menos favorecidos, cabendo a nós denunciarmos e irmos à luta, quando isto não ocorrer. Tendo sempre a consciência de que os nossos posicionamentos ou os de outros companheiros e/ou companheiras nunca alcançarão a neutralidade, pois, tais discursos ou defendem a classe trabalhadora ou estarão em defesa dos que a oprimem. Assim sendo, devemos fazer um esforço para formulação de políticas com essa concepção e esse grau de comprometimento, abrindo uma nova fase, que possa acumular na direção de uma contraofensiva efetiva dos profissionais da educação de nosso Estado, exemplando e incentivando a todos: educadores e educadoras de nosso País. Política essa que, inclusive, não pode reduzir a classe a uma análise insuficiente que a determina apenas pela função que ocupa nas relações sociais que nossa profissão exerce.
               Desta forma, em tempos pós-modernos devemos avançar para uma formulação mais profunda, na qual a subjetividade da consciência ganhe papel destacado, vivemos um momento de esbanjar condições objetivas para serem operadas as mudanças, com a facilitação do acesso a consulta das contas do governo, no que se refere a sua arrecadação e a aplicação desses recursos. No entanto, o momento em que temos tudo para atingir avanços significativos, estertora por falta de condições subjetivas em muitos de nossos companheiros e muitas de nossas companheiras, que infelizmente insistem em desmobilizar a nossa categoria.
               Enfim, o que objetivamos aqui não é a crucificação e nem a responsabilização dessas pessoas, que trabalhadores como nós, já não podem fugir da chamada corresponsabilidade inevitável, onde cada direcionamento de suas posturas fortalece ou não a classe a qual todos nós pertencemos. Mas queremos sim a sensibilização de todos e de todas para que busquemos a coesão de consciências de labutadores e de labutadoras da educação que somos, uma vez que essa recomposição só poderá ser conquistada na luta, aprofundando a formulação e praticando uma ação classista e combativa que unifique a classe, recuperando sua diversidade e apontando a unidade necessária para que sejam angariadas vitórias acumulativas. Pois só assim, poderemos impor uma alteração real na correlação de forças, concretizando assim a REVOLUÇÃO DO MAGISTÉRIO.

                  Talvez não conquistemos o melhor, mas estamos lutando para que o melhor seja feito. Ainda não somos valorizados como deveríamos ser, nós não somos ainda, o que iremos ser. Mas, graças a Deus e a nossa luta, NÃO SOMOS MAIS O QUE ÉRAMOS.    
  
   Ananin-Tucujú, parafraseando Luther King, na greve de abril de 2012.



Autoria: Ananin-tucujú – o filósofo da vida.


2 comentários:

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  2. A medida em que o nível de consciencia das pessoas aumentar mais bem distribuída será a riqueza produzida pelos trabalhadores em nosso país. Chamar atenção de todos para isso deve, por obrigação, ser ofício dos professores. Eles devem, pelo menos deveriam, liderar um gradioso movimento estadual ou quem sabe nacional para exigir respeito à direitos conquistados, assim como, a própria ampliação desses direitos, tudo isto é claro juntos e unificados!

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